V Conferência Regional sobre Mudanças Globais - Homenagem aos 90 Anos de José Goldemberg

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Data: 
quarta-feira, 6 Junho, 2018 - 13:45 até 18:00

V CONFERÊNCIA REGIONAL SOBRE MUDANÇAS GLOBAIS

HOMENAGEM AOS 90 ANOS DE JOSÉ GOLDEMBERG

RELATÓRIO CIENTÍFICO

Organizada pelo INCLINE (Núcleo de Apoio à Pesquisa - Mudanças Climáticas) e contando com o apoio da Reitoria, do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísíca e Ciências Atmosféricas) e do IEE (Instituto de Energia e Ambientei) todos da Universidade de São Paulo e também da FAPESP (Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo e da ACIESP (Academia de Ciências do Estado de São Paulo), a V Conferência Regional sobre Mudanças Globais - Homenagem aos 90 anos de José Goldemberg, foi realizada nos dias 05 e 06 de junho de 2018, na Universidade de São Paulo.

Os objetivos do evento foram:

. Discutir o progresso e as incertezas no estudo do papel das energias renováveis, florestas e futuro das negociações para o enfrentamento das Mudanças Climáticas;

. Congregar estudantes, cientistas, empresários e profissionais de áreas relacionadas com pesquisas sobre mudanças globais em um evento de caráter multi e interdisciplinar, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e informações de várias naturezas e o estabelecimento de sinergias, em especial entre o setor produtivo e a academia;

. Fomentar a formulação de políticas públicas que possam rapidamente ser adotadas pelos governos das esferas federal, estadual e municipal, na busca da melhor convivência com os problemas advindos das mudanças globais e se possível, aproveitar as oportunidades que essas mesmas mudanças possam apresentar.

1. Descrição do Evento

As sessões técnicas foram realizadas no auditório do IEE/USP e a sessão de homenagem ao Prof. José Goldemberg foi realizada no auditório István Jancsó da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, ambos na USP.

O evento contou com público total de 170 participantes.

A programação efetivamente realizada foi:

05 de junho

Sessão de Abertura
          Colombo Celso Gaeta Tassinari, IEE/USP
          Patrícia Faga Iglecias Lemos, SGA/USP (representando o Reitor)
          Tércio Ambrizzi, INCLINE/IAG/USP
          Pedro Leite da Silva Dias, IAG/USP, Coordenador do Evento

Palestra Estado da Arte do Conhecimento Científico sobre as Mudanças Climáticas
         Carolina Susana Vera, UBA Argentina e IPCC

Sessão Papel das Fontes Renováveis de Energia no Desenvolvimento
          Coordenação de Marcos Silveira Buckeridge, IB/USP e ACIESP

          Palestrantes: Gláucia Mendes Souza, IQ/USP e BIOEN /FAPESP
                                 Roberto Schaeffer, COPPE/UFRJ
                                 Rodrigo C. A. Lima, Agroicone
          (vídeo da sessão)

Sessão Florestas Tropicais e Sustentabilidade
          Coordenação de Thelma Krug, INPE e IPCC

          Palestrantes: Carlos Afonso Nobre, ABC
                                Marcus Vinícius da Silva Alves, SFB
                                Paulo Moutinho, IPAM
                                Rachel Biderman, WRI Brasil
          (vídeo da sessão)

06 junho

Sessão Futuro do Combate à Mudança do Clima
          Coordenação de Jacques Marcovitch, FEA/USP

          Palestrantes: Celso Lafer, FD/USP
                                Marcos Regis da Silva, IAI
                                Maritta Koch-Weser, Earth 3000
                                Thelma Krug, INPE e IPCC
          (vídeo da sessão)

Sessão de Conclusões e Recomendações
          Tércio Ambrizzi, INCLINE/IAG/USP
          Jacques Marcovitch, FEA/USP

2. Resumo das Principais Recomendações

Conduzida pelos professores Jacques Marcovitch, FEA/USP e Tércio Ambrizzi, INCLINE/IAG/USP a sessão de "Conclusões e Recomendações" resumiu os "avanços do conhecimento"  apresentado nas três sessões técnicas de discussão realizadas nos dias 05 e 06 de junho e também sumariza as principais recomendações do ponto de vista científico e de ações governamentais para mitigar as Mudanças Climáticas.

As ações propostas pelos palestrantes foram sintetizadas e organizadas de acordo com os três eixos do programa:

2.1. Papel das Fontes Renováveis de Energia no Desenvolvimento

2.1.1. Em bioenergia, promover avanços tecnológicos para reduzir as emissões de carbono e melhorar a eficiência do uso da água; avanços organizacionais que aprimorem a governança ambiental e dinamizem as finanças verdes, incluindo os green bonds; avanços sociais por meio da capacitação que eleve a oferta de empregos verdes bem remunerados.

2.1.2. Em biocombustíveis, expandir a oferta de etanol, priorizando o aumento da parcela de biocombustíveis avançados (segunda geração) e da parcela de biodiesel na mistura do diesel para elevar a participação de bioenergia na matriz energética brasileira.

2.1.3. Em bioengenharia, explorar variedades mais eficientes de cana-de-açúcar para produção de energia, inclusive para a alimentação de termoelétricas e produção de etanol para aviação; além de fibras com potencial de substituir o petróleo na produção de material plástico.

2.1.4. Em cenários decorrentes de modelagens, identificar tendências tecnológicas de longo prazo para subsidiar as políticas públicas relativas à fontes e usos de energia.

2.2. Florestas Tropicais e Sustentabilidade

2.2.1. Na Amazônia, evitar o ponto de inflexão (tipping point), reduzindo para menos de 20% a área desmatada; e promover o florestamento no Sul e no Leste da Região.

2.2.2. Em desmatamento evitado, reduzir as emissões por desmatamento e degradação florestal; conservar os estoques de carbono existentes na biomassa e no solo; aumentar o estoque de carbono florestal; assegurar o manejo sustentável de florestas; substituir os produtos intensivos em carbono por produtos madeireiros (exemplo, substituição de concreto e ferro em construções por madeira); e incrementar a produção de bioenergia.

2.2.3. Em manejo florestal, promover concessões florestais que resultem da "delegação onerosa, feita pelo poder concedente, do direito de praticar manejo florestal sustentável para exploração de produtos e serviços numa unidade de manejo, mediante licitação, à pessoa jurídica, em consórcio ou não, que atenda as exigências do edital de licitação e demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e prazo determinado".

2.2.4. Em conservação, restringir o mercado para produtos associados a novos desmatamentos; monitorar a origem dos produtos; e promover as cadeias produtivas livres de desmatamento.

2.2.5. Nas concessões florestais, promover a valorização de resíduos florestais; melhorar a infraestrutura e a logística; e manter e ampliar o nível de transparência dos processos de licitação e da execução dos contratos. Recomenda-se também o uso de veículos aéreos não tripulados (VANT) ou drones para monitorar o volume de madeira e toda a área sob exploração, além de reduzir os custos dos contratos de concessão e inovar a gestão operacional dos concessionários.

2.2.6. Em restauração, adotar o sistema flexível, de baixo custo, que permita identificar e analisar rapidamente as áreas potenciais para a restauração de paisagens florestais e localizar zonas específicas para restauração. A paisagem florestal restaurada incorpora diferentes usos da terra com base no contexto e necessidades da comunidade local, entre elas a restauração em mosaico, ecológica e agroflorestal.

2.2. Futuro do Combate à Mudança do Clima

2.3.1. Na governança ambiental, maximizar a relevância da questão da mudança do clima no processo de desenvolvimento socioeconômico. Para isso, a governnça deverá ser unificada, de forma que apenas um órgão federal assuma a coordenação de todo esforço nacional na área de mudança do clima, o que inclui o apoio técnico que subsidie as negociações internacionais, o monitoramento e apoio à implementação das políticas nacionais e dos compromissos internacionais assumidos.

2.3.2. Na cooperação regional, explorar a experiência estabelecida para vencer desafios e construir oportunidades para colaboração multinacional; e fortalecer os vínculos com estruturas globais para alavancar financiamento às prioridades regionais da Amazônia.

2.3.3. No desenvolvimento de competências, formar uma nova geração de líderes com formação interdisciplinar e especializada em economia e governança da floresta tropical para disseminar os avanços científicos relacionados à conservação.

2.3.4. Na geração de renda, desenvolver modelos econômicos localmente adaptados, farm models ambiciosos, integrados para assegurar emprego e renda ao longo do ano, agregando valor para beneficiar os produtores locais.

2.3.5. Em políticas públicas, implmentar a Contribuição Nacional Determinada - CND/Brasil, para atingir as metas assumidas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005, em 2025; e em 43% abaixo dos níveis de 2005, no ano de 2030.

2.3.6. Cabe registrar a recomendação de expandir investigações mais integrada e interdisciplinares nos países em desenvolvimento para apoiar o delineamento de políticas de mitigação e de adaptação relativas aos riscos e às necessidades das comunidades locais. Esta recomendação destaca o papel da comunidade científica na criação de um grupo de especialistas ou de uma rede para o acompanhamento da implementação do Acordo de Paris, em especial, da CND/Brasil.

2.3.7. Por último, visando assegurar maior visibilidade aos desafios ambientais e suas soluções, cabe aos pesquisadores colaborar com as mídias tradicionais e redes sociais. Uma visibilidade necessária para viabilizar a ampla disseminação do conhecimento específico e a implementação de políticas públicas relacionadas com o desenvolvimento sustentável em suas múltiplas dimensões. Esta presença nas mídias, focada na disseminação do conhecimento e nas políticas públicas para a sustentabilidade, tem sido exemplarmente exercida pelo homenageado desta Conferência, Professor José Goldemberg.

3. Sessão de Homenagem aos 90 anos do Professor José Goldemberg

3.1. Depoimentos presenciais ( Video )

          Tércio Ambrizzi, INCLINE/IAG/USP
          Pedro Leite da Silva Dias, IAG/USP, Coordenador do Evento
          Luiz Gylvan Meira Filho, IEA/USP, representando os amigos do Prof. Jose Goldemberg
          Guilherme Ary Plonski, IEA/USP
          Colombo Celso Gaeta Tassinari, IEE/USP
          Marcos Nogueira Martins, IF/USP
          Liedi Legii Bariani Bernucci, EPUSP
          Celso Lafer, FD/USP
          Vahan Agopyan, Reitor da USP

3.2. Depoimentos em vídeo ( Videos )

          Abram Szajman, Fecomércio
          Achim Steiern, UNDP
          André Correa do Lago, MRE
          Christiana Figueres, Global Optimism
          Kirk R. Smith, University of California, Berkeley
          Luiz Davidovich, ABC
          Luiz Ernesto George Barrichelo, ESALQ/USP e IPEF
          Nebojsa Nakicenovic, IIASA
          Robert Socolow, Princeton University

3.3. Depoimento em texto

"A primeira noticia que tive do José Goldemberg, creio ter sido através do Ely Silva, seu ex colega, nos idos de 1949, ou 50, ou de Jean Meyer, que referiam-se ao mesmo  jovem como a grande futura esperança da física brasileira. Após a revelação das formidáveis realizações do  Cesar Lattes. Tal esperança  bem mostra  a admiração de que, já então, desfrutava nosso homenageado. Expectativas plenamente confirmadas pelo notável papel desempenhado pelo Goldemberg, no transcurso de sua longa vida, toda dedicada à Ciência, à Educação e na formulação pioneira de políticas públicas na área ambiental.

De regresso do Canadá o José tornara-se assistente de Física Geral e Experimental do Marcelo Damy de Souza Santos, na USP, produto este  da primeira e notável geração dos alunos de Wathagin e  Ochiallini, fundadores da Física brasileira. Transferido da UFMG, para a química, pelas mãos de Lourival Gomes Machado e do saudoso Antônio Candido de Mello e Souza, de fato interessava-me mais pela física. Daí o contato com José, aprofundado pela  minha posterior presença no departamento dessa  ciência do ITA, então sob a direção de outro líder do setor o saudoso, Paulus Aulos Pompéa.

Frequentei então semanalmente o seminário de David Bohm, em companhia de colegas  do Ita e do departamento de Física. Ocasiões em que encontrava o José. Ele viria tornar-se sucessivamente, catedrático de sua cadeira ,diretor do Instituto e finalmente Reitor de sua Universidade, exercendo liderança que marcaria época, pelo dinamismo e inovação imprimidas nessa função. Tendo, como ele ingressado na área nuclear, nossos encontros tornaram-se mais freqüentes, particularmente quando dirigimos, ele o IEA (Instituto de Energia Atomica) e eu o IPR (Instituto de Pesquisas Radiioativas) ,criados pelos nossos respectivos mestres,Marcelo Damy e Francisco Magalhães Gomes.Continuando sua brilhante trajetória  nosso amigo seria levado a ocupar em Brasília, a então denominada Secretaria de Ciências e Tecnologia, após ocupar-se de grandes empresas, como a administração da CESP.

Após servir com costumeira distinção, ao  longo de anos o Instituto de Eletrotécnica, sempre envolvido com os complexos problemas energéticos e ambientais, ocupa agora  a mais importante  instituição promotora da pesquisa cientifica de nosso país -  a FAPESP, onde honra a passagem ilustre do professor Celso Lafer.

Fazemos votos para que mantenha  a saúde e lucidez   continuando servir  nosso país,  para felicidade  de seus inúmeros amigos e admiradores! Entre os quais incluo-me com grande satisfação."

José Israel Vargas, UFMG

3.4. Discurso do Professor José Goldemberg

“Meus amigos 

Quero agradecer inicialmente aos amigos que aqui estão neste evento, em particular à Comissão Organizadora. 

Completei na semana passada 90 anos de idade dos quais passei 73 na Universidade de São Paulo como aluno e depois como professor na Faculdade de filosofia, Ciências e Letras, Escola Politécnica, Instituto de Física e Instituto de Energia e Ambiente e Reitor exceto pelos períodos que passei no Exterior. Eles somam, ao longo dos anos, cerca de 5 anos nas Universidades de Stanford, Illinois e Princeton nos Estados Unidos, Universidade de Saskatchewan e Toronto no Canadá e Universidade de Paris. Além disso, passei quase 10 anos em funções públicas no Governo Federal e Governo Estadual.

Para quem veio para o “campus” da USP do Butantã em 1946 enfrentando um imenso lodaçal ver hoje a USP da Cidade Universitária com seus elevados padrões científicos e culturais é uma extraordinária experiência.

A USP está hoje entre as 200 melhores universidades, entre as 10 mil que existem no mundo e o quanto pude contribuir para que isto acontecesse. 

Orgulho-me de ter contribuído para que isto acontecesse como pesquisador e administrador público e o relato que faço aqui pode ser útil para que os mais jovens se convençam que seu trabalho pode fazer uma diferença apesar das dificuldades.

No plano pessoal pesquisa científica foi o eixo principal da minha atividade o que não teria sido possível sem o apoio que tive da Universidade. O objetivo da pesquisa científica é entender, explicar e prever as relações entre as variáveis empíricas em torno de nós. O meu sentimento de ter contribuído para o avanço da ciência foi a retribuição maior que recebi.

Contribuiu muito para isso trabalhar na Universidade de Stanford nos seus melhores dias e mais tarde na Universidade de Princeton quando as novas visões sobre um futuro energético sustentável para o planeta foram formuladas. 

Quando voltei de Stanford em 1963 a Universidade de Stanford doou à USP o acelerador nuclear com o qual eu trabalhei durante 2 anos. Quando voltei de Princeton fui convidado por Paulo Nogueira Neto a contribuir para os trabalhos da Comissão Brundtland.

O capítulo sobre energia do Relatório Brundtland – o documento básico sobre desenvolvimento sustentável de 1986 é baseado no trabalho que realizamos em Princeton com Amulya Reddy da Índia, Thomas Johansson da Suécia e Roberto Williams dos Estados Unidos. Minha experiência em contribuir para a adoção do PRÓALCOOL no Brasil na década dos 70 contribuiu muito para isso. Esta experiência me permitiu contribuir para o sucesso da RIO-92 a grande conferência internacional que abriu caminho para mudar o rumo do desenvolvimento mundial numa direção mais sustentável. O que isto demonstra é que trabalhos científicos locais podem contribuir para o avanço global da ciência e políticas ambientais.

A primeira metade de minha vida profissional como pesquisador em física nuclear começou a mudar em meados da década dos 70 Como Presidente da Sociedade Brasileira de Física (1975) e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (1979) no período militar saí de minha atividade científica dentro do laboratório e passei a defender a importância e o papel da ciência e tecnologia na sociedade brasileira. Foi nessa atividade que aprendi a importância de políticas públicas sensatas e o que podem fazer para abrir o caminho para o progresso.

Inicialmente a defesa dos cientistas atingidos pelas medidas autoritárias do governo militar me aproximou do então Senador Franco Montoro, na década dos 70. Como Governador, Franco Montoro me escolheu para presidir a CESP em 1982 e as demais empresas de energia do Estado de São Paulo quando eleito Governador em 1982. Voltei à USP como Reitor em 1986. 

Foi esta experiência na administração pública que me permitiu ver com clareza a necessidade de assegurar a autonomia financeira da Universidade que conquistamos junto com os reitores da UNICAMP e UNESP condição essencial para permitir um mínimo de agilidade e capacidade de planejamento. Com ela o Governo Estadual deu um atestado de maioridade às universidades públicas do Estado de São Paulo. 

Com ela foram cridas as condições para um salto de qualidade nos trabalhos científicos de toda a universidade um exemplo da qual foi a criação do Instituto de Estudos Avançados como um espaço privilegiado para a interdisciplinaridade e formulação de políticas públicas.

O que aprendi ao longo desta longa jornada é que cientistas de modo geral não são alienados interessados apenas no seu próprio trabalho. Ao trabalhar na vanguarda ciência e tecnologia eles podem contribuir para melhorar as condições da sociedade em que vivem.

Concluo dizendo que em todas estas atividades apliquei os mesmos critérios que adotei como cientista: objetividade e a adoção, sem concessões, do mérito, entendido como talento, esforço e competência como único critério de avaliação das ações e das pessoas. Nunca exigi dos outros nada além do que exigir de mim mesmo.

Agradeço a todos os que me ajudaram nesta longa jornada.”

4. Conclusão

A  Conferência foi organizada em torno das três áreas em que o Professor Goldemberg teve expressiva atuação ao longo de sua carreira: energias renováveis para o desenvolvimento; florestas tropicais e sustentabilidade; e negociações internacionais para o combate às mudanças climáticas.

O Professor José Goldemberg aceitou a homenagem com a condição de que o programa da Conferência olhasse para o futuro, ou seja, buscasse apontar soluções para os grandes desafios que serão enfrentados por nossa sociedade nos próximos anos, com ênfase na transferência do conhecimento para auxiliar na formulação de políticas públicas. Este objetivo foi fielmente cumprido pelos palestrantes das três sessões técnicas.