Histórico de Eventos

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Lançamento e Roda de Conversa sobre o livro "Melhor Prevenir: olhares e saberes para redução de risco de desastre"

Data: 
sexta-feira, 15 Junho, 2018 - 08:30 até 12:00

Sobre o livro
Interconexões. Idéias e ações baseadas em valores. Práticas colaborativas. Corresponsabilização. Estas são algumas idéias-chave que fundamentam esta publicação, cujo objetivo é estimular o engajamento em ações focadas na prevenção de desastres e divulgar conhecimentos que fortaleçam novas formas coletivas de pensar e enfrentar problemas socioambientais.

Colóquio Ética, Tecnologia e Economias Digitais

Data: 
quinta-feira, 14 Junho, 2018 - 15:00 até 18:00

COLÓQUIO ÉTICA, TECNOLOGIA E ECONOMIAS DIGITAIS

22 março; 05 e 19 abril; 03, 17 e 30 maio; 07 e 14 junho 2018
15h00 às 18h00
sala da ANP - prédio S do IEE/USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 1.289, Cidade Universitária, São Paulo
não haverá certificação de participação

As grandes transformações do início do século XXI - com a ubiquidade das redes sociais e aplicações conectadas à internet, ascensão das "empresas-plataforma" intensivas em dados pessoais, novas formas de automação do trabalho e desenvolvimento da inteligência artificial -, têm provacado um intenso debate sobre os limites do "progresso técnico" e das tecnologias construídas pelo próprio homem. Há, sem dúvidas, um retorno da ética nas discussões sobre as economias digitais.

O Grupo de Estudos "Ética, tecnologia e economias digitais", criado dentro da Divisão Científica de Gestão, Ciência e Tecnologia Ambiental do IEE/USP, sob coordenação do Prof. Ricardo Abramovay, Professor Sênior da mesma Divisão, tem como propósito estruturar discussões acadêmicas sobre ética e tecnologia a partir da leitura aprofundada de textos clássicos da filosofia social.

Para o primeiro semestre de 2018, o Grupo fará a leitura de “O Princípio Responsabilidade: ensaio de uma ética para a civilização tecnológica" de Hans Jonas (1903-1993), publicado originalmente em 1979 na Alemanha e publicado em português em 2006. Muito do debate sobre filosofia da tecnologia relaciona-se com progresso técnico e com a crise ambiental. Hans Jonas utiliza como pano de fundo os problemas de devastação ambiental e o dever de cuidado do homem com a biosfera.

Cine-Debate: O jabuti e a anta: grandes impactos socioambientais

Data: 
terça-feira, 12 Junho, 2018 - 14:00 até 17:00

CINE-DEBATE:   O JABUTI E A ANTA: GRANDES IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS

12 junho 2018
14h00 às 17h00
auditório do IEE/USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 1.289, Cidade Universitária, São Paulo

Programação

Exposição do documentário  "O jabuti e a anta" 

Mesa-redonda
Abertura - membros da APG
Introdução - docentes do PROCAM/IEE/USP e Célio Bermann, PPGE/IEE/USP
Debate entre convidados externos - Simone Athayde, Universidade da Flórida e Rodrigo Marinho, liderança quilombola e articulador da Equipe de Articulação e Assessoria às Comunidades Negras do Vale do Ribeira (EAACONE/MOAB)

SINOPSE

O documentário retrata a seca em São Paulo que em 2014 levou à queda brusca do nível de água nos reservatórios e gerou o racionamento de água que continua em muitos bairros e através disso no leva ao cenário da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte e barragens construídas no meio da floresta Amazônica entre os rios Xingu, Tapajós e Ene, mostrando a realidade de populações locais e indígenas que são afetados pelas transposições dos rios e o alagamento de grandes áreas para garantir a construção dessas obras, além de refletir sobre a forma como o modo que vivemos gera consequências muitas vezes irreversíveis para o meio ambiente.

O objetivo da exibição do filme e realização do debate é permitir maior intercâmbio acadêmico entre os pesquisadores do IEE, bem como ampliar o alcance e divulgação desse debate para o público externo ao IEE e à USP. Como o evento conta com a colaboração do Diretório Acadêmico de Gestão Ambiental da USP, entidade representativa de estudantes do curso de graduação, é esperado também ampliar a divulgação do IEE para outras unidades da USP.

TRAILER (clique aqui)

Palestra Impactos cumulativos de mudanças climáticas e construção de hidrelétricas em terras indígenas da Amazônia: contribuições teóricas e metodológicas

Data: 
segunda-feira, 11 Junho, 2018 - 14:00 até 16:00

IMPACTOS CUMULATIVOS DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS E CONSTRUÇÃO DE HIDRELÉTRICAS EM TERRAS INDÍGENAS DA AMAZÔNIA: CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS

com Profa. Dra. SIMONE ATHAYDE, Universidade da Flórida

11 de junho de 2018
14h00 às 16h00
auditório do IEE/USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 1.289 - Cidade Universitária, São Paulo

Os efeitos das mudanças climáticas, como aumento da temperatura, secas prolongadas, chuvas violentas, inundações e o aumento de desastres ambientais, representam ameaças à resiliência de povos indígenas, outras populações tradicionais e comunidades rurais na Amazônia e no mundo. Esta palestra apresenta uma contribuição teórico-metodológica para a temática dos impactos cumulativos e sinérgicos de fenômenos associados com as mudanças climáticas e os impactos da construção de barragens hidrelétricas em terras indígenas da Amazônia brasileira. Algumas questões guiadoras desta palestra são:

a) Historicamente, como tem sido avaliados os impactos cumulativos sinérgicos de obras de infraestrutura e outros fatores de mudança incidindo sobre terras indígenas na Amazônia, em processos de licenciamento ambiental e tomada de decisão?

b) De que forma tem se dado a participação indígena nos procesos de tomada de decisão?

c) Quais são algumas das abordagens teóricas e metodológicas que podem nos auxiliar a entender este problema?

Apresenta-se uma reflexão a partir das propostas teóricas do pós-desenvolvimento e pós-extrativismo, da ética e da justiça socioambiental, e da pesquisa transdiciplinar e participativa. Conclui-se que este é um campo praticamente inexplordo e negligenciado em processos de avaliação de impacto e tomada de decisão, inclusive em relação as informações apresentadas aos indígenas a partir dos EIAs e outros documentos oficiais. Este desconhecimento e descompasso evidencia-se tanto em relação à ciência convencional (multi e interdisciplinar), como por pesquisas transdisciplinares considerando as perspectivas e percepções indígenas, e nas políticas públicas que regulam a tomada de decisão as ações de implantação, mitigação e compensação previstas pela legislação nacional e internacional.

SIMONE ATHAYDE (simonea@ufl.edu - http://uftcd.org/people/core-faculty-staff/simone-athayde-phd/) possui graduação em Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Paraná, mestrado em Botânica pela Universidade Federal do Paraná, mestrado em Etnobotânica pela Universidade de Kent na Inglaterra, e doutorado em Ecologia Interdisciplinar com concentração em Antropologia pela Universidade da Flórida. Possui especialização em Educação Ambiental, Ecologia Humana e Conservação e Desenvolvimento Tropical. Atualmente atua como Professora e Pesquisadora no Programa de Conservação e Desenvolvimento Tropical do Centro de Estudos Latinoamericanos da Universidade da Flórida. É líder, pela UF, da Rede Internacional de Pesquisa sobre Barragens Amazônicas (ADN/RBA).

Palestra Unitização na Produção de Petróleo e Gás Natural

Data: 
quinta-feira, 7 Junho, 2018 - 10:30 até 12:30

UNITIZAÇÃO NA PRODUÇÃO DE PETRÓLEO E GÁS NATURAL

Palestrante: Airton Hiroshi Okada, Consultor

07 de junho de 2018
10h30 às 12h30
Auditório do IEE/USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 1289 - Cidade Universitária, São Paulo

As jazidas de petróleo e/ou gás natural podem se extender além dos limites de blocos comerciais ou até mesmo de fronteiras entre nações. Dessa maneira, para evitar a produção predatória de uma jazida, isto é, quando um operador drena recursos de forma acelerada, prejudicando a produção de outro operador na mesma jazida, os acordos de unitização visam a criação de um projeto único de desenvolvimento da produção de uma jazida entre as concessionárias envolvidas. Neste contexto, a palestra abordará: Histórico e Conceitos de Unitização; Unitização de um Campo de Petróleo na Nigéria; Etapas da Unitização; Acordo de Unitização; Definições no Acordo de Unitização; Procedimentos de Geofísica e de Geologia; Procedimentos de Petrofísica; Procedimentos de Engenharia de Reservatórios; Mapeamento Computacional; Cálculo Volumétrico; Determinação dos Percentuais das Áreas (Tract Participation).

Airton Hiroshi Okada
É geólogo pela USP e mestre pela University of  Texas at Austin. Com mais de 44 anos de experiência na indústria do petróleo e gás, trabalhou no Brasil e no exterior pela Petrobras, sendo responsável por projetos do Departamento de Geologia e Geofísica da Petrobras America Inc. No golfo do México. Participou em projetos onshore de injeção de água, injeção vapor, combustão in situ e injeção de polímeros na Bacia de Sergipe-Alagoas (Brasil) e na Faixa do Orinoco (Venezuela). Também foi responsável por diversos projetos em águas ultraprofundas na Bacia de Campos: Marlim, Voador, Barracuda, Albacora, Frade, Roncador, entre outros. Durante os 36 anos de Petrobras, trabalhou como gerente técnico em desenvolvimento e unitização em diversas joint ventures envolvendo empresas como Chevron, Statoil, NNPC, Famfa. Recentemente ocupou a gerência do departamento de reservas e reservatórios da HRT Oil & Gas e atualmente é consultor sênior independente.

V Conferência Regional sobre Mudanças Globais - Homenagem aos 90 Anos de José Goldemberg

Data: 
quarta-feira, 6 Junho, 2018 - 13:45 até 18:00

V CONFERÊNCIA REGIONAL SOBRE MUDANÇAS GLOBAIS: Energias Renováveis, Florestas e Futuro das Negociações Internacionais -

HOMENAGEM AOS 90 ANOS DE JOSÉ GOLDEMBERG

05 e 06 junho 2018

Universidade de São Paulo

Desde a última conferência - IV Conferência Regional sobre Mudanças Climáticas (04 a 07 de abril de 2011) – o cenário internacional reafirmou a relação entre  geração de energia e clima. Os extremos climáticos  mais severos em várias regiões do Brasil, principalmente na Região Amazônica, refletem  a sensibilidade dos ecossistemas naturais, do agronegócio e da produção de energia renovável às variáveis climáticas, potencialmente acentuadas pela elevação do consumo de combustíveis fósseis. A saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris aumenta as incertezas em relação aos enfrentamentos dos problemas causados pelo Aquecimento Global no futuro próximo.

O trabalho do Professor José Goldemberg e o seu interesse pela interface entre ciência e políticas públicas o coloca como personagem chave no debate sobre mudanças do clima, planejamento energético, sustentabilidade das florestas e negociações internacionais. Portanto, a VCRMG é também uma homenagem especial aos 90 anos do Professor Goldemberg que serão comemorados em 2018.

 A VCRMG deverá focar três temas principais:

. Papel das fontes renováveis de energia no desenvolvimento;

. Florestas tropicais e sustentabilidade;

. Futuro do combate à mudança do clima

Realização - Núcleo de Apoio à Pesquisa - Mudanças Climáticas - INCLINE - USP
 
Apoio: FAPESP
 

Inscrições e outras informações em https://www.crmg2018.com/

 

Seminário Diálogos interdisciplinares sobre a Governança Ambiental da Macrometrópole Paulista - 28 e 29 de maio 2018

Data: 
segunda-feira, 28 Maio, 2018 - 08:30 até terça-feira, 29 Maio, 2018 - 12:30

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP, no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais e o Instituto de Energia e Ambiente  - IEE da Universidade de São Paulo realizaram o Seminário

DIÁLOGOS INTERDISCIPLINARES SOBRE A GOVERNANÇA AMBIENTAL DA MACROMETRÓPOLE PAULISTA

28 e 29 de maio de 2018
08h30 às 12h30
Auditório da FAPESP

O seminário contou a presença de cientistas de diversas áreas e universidades (USP, UNICAMP, FGV, UTFPR, UFABC), assim como representantes governamentais de instituições  como a EMPLASA, SMA/CETESB, SVMA/PMSP) numa perspectiva interdisciplinar. Os palestrantes abordaram os desafios e ações que vêm sendo traçadas em relação a adaptação às mudanças climáticas, assim como sua complexidade e interligação - como, por exemplo, vulnerabilidade hídrica e planejamento urbano.

O seminário marca o primeiro ano do Projeto Temático FAPESP Governança Ambiental da Macrometrópole Paulista face à variabilidade climática, no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais, sediado no Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE).

A parte da manhã foi aberta ao público, contou com 18 palestrantes e uma platéia de 109 participantes. No período da tarde os pesquisadores envolvidos com o projeto se reuniram para discutir tanto as questões apresentadas pelos palestrantes, quanto questões gestão interna e as próximas etapas do projeto.

Os palestrantes, assim como suas apresentações em powerpoint podem ser encontrados no site da FAPESP - http://www.fapesp.br/11685

Durante o evento foram realizadas pequenas entrevistas abordando os desafios de integração entre cientistas, tomadores de decisões e cidadãos da macrometrópole. A primeira delas está disponível em nosso novo canal do youtube, em breve no ar.

 

 

 

Palestra: A evolução do comportamento ambiental dos grandes produtores de soja na Amazônia Legal (1985-2015): eficácia das políticas públicas ambientais ou mudança de valores?

Data: 
quinta-feira, 10 Maio, 2018 - 15:00 até 17:00

A EVOLUÇÃO DO COMPORTAMENTO AMBIENTAL DOS GRANDES PRODUTORES DE SOJA NA AMAZÔNIA LEGAL (1985-2015): EFICÁCIA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS AMBIENTAIS OU MUDANÇA DE VALORES?

Palestrante: Martin Delaroche, Universidade de Indiana

10 de maio 2018
15h00
sala da ANP - prédio S - IEE/USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 1.289 - Cidade Universitária, Butantã, São Paulo

O objetivo do evento foi discutir um tema atual e relevante para o debate sobre desenvolvimento sustentável no Brasil, e tem como público-alvo alunos de pós-graduação do IEE e de outras unidades da USP, bem como gestores públicos e profissionais de organizações não-governamentais ambientalistas. 

O desmatamento na Amazônia volta a ganhar destaque no debate político atual, frente aos interesses envolvidos no avanço da fronteira agrícola. O cenário aponta para uma reversão na tendência de redução na taxa de desmatamento na região, induzida por políticas públicas ambientais e pelo aumento na eficiência do monitoramento ocorridos nas últimas décadas. Todavia, a avaliação da influência de cada um desses vetores no comportamento dos grandes produtores agrícolas na redução do desmatamento é prejudicada pela implementação de múltiplas políticas públicas e iniciativas relativas às cadeias de suprimentos de commodities agrícolas. Além disso, as taxas de desmatamento não caíram de forma homogênea em toda a região, sendo que em alguns locais houve um incremento nos últimos anos, levantando dúvidas sobre a eficiência das políticas ambientais em influenciar o comportamento dos atores locais e conter o desmatamento.  

Em sua palestra, baseada em um estudo de caso com os grandes produtores de soja do Mato Grosso, Martin Delaroche discutiu como estes atores são marginalmente afetados pelas políticas públicas ambientais e variações no cenário econômico, ressaltando a importância de sua identidade, seus valores e suas características socioeconômicas para explicar seu comportamento ambiental e os padrões observados de conversão do uso do solo (1985-2015). Neste sentido, uma parte importante da vegetação nativa foi preservada nas propriedades desses produtores e pode-se observar a adoção de várias “boas práticas” agrícolas, indicando uma mudança do comportamento ambiental desse grupo. 

Martin Delaroche é formado em direito internacional e economia aplicada pela Universidade Paris 1 (França). Atualmente, é aluno de doutorado em Public Affairs na School of Public and Environmental Affairs (SPEA) da Universidade de Indiana, Bloomington (EUA), com cotutela em Geografia com o Centre de Recherche et de Documentations sur les Amériques (CREDA), da Université Paris 3 Sorbonne-Nouvelle (França). Ele é também afiliado ao “Vincent and Elinor Ostrom Workshop in Political Theory and Policy Analysis” da Universidade de Indiana. Sua pesquisa trata dos grandes produtores de soja no Estado de Mato Grosso e procura entender a evolução do comportamento ambiental destes atores, da época da colonização agrícola privada da Amazônia (1970-1980) até hoje. Para isso, entrevistou mais de 100 produtores em 9 meses, e usou métodos de pesquisa mistos (quantitativos e qualitativos), o que permitiu avaliar a influência tanto das políticas públicas ambientais como dos valores ambientais dos produtores sobre o uso da terra. Email: mdelaroc@umail.iu.edu

 

Visitas Monitoradas ao IEE/USP - INSCRIÇÕES ENCERRADAS

Data: 
terça-feira, 8 Maio, 2018 - 13:30 até quinta-feira, 10 Maio, 2018 - 18:00

Visitas Monitoradas ao Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo – IEE/USP

Av. Prof. Luciano Gualberto, 1.289 - Cidade Universitária, Butantã, São Paulo

08, 09 e 10 de maio de 2018
14h00 às 18h00

Nos dias 08, 09 e 10 de maio de 2018 o IEE recebeu alunos do ensino médio e demais interessados para visitação a alguns de seus laboratórios e infraestruturas, dentro do Programa USP e as Profissões – Visitas Monitoradas.

O Instituto de Energia e Ambiente é um “instituto especializado” da USP que busca promover a interação entre as necessidades da Sociedade, a Ciência e a Tecnologia, atuando em atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão, desenvolvendo soluções com qualidade, em articulação com as demais unidades da USP e parceiros externos, nas áreas de Energia e Ambiente, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do Brasil.

Programação

13h30 – Credenciamento dos visitantes no auditório do IEE/USP

14h00 – Palestra de apresentação do IEE seguido de mostra do vídeo institucional

15h00 – Visita aos laboratórios:

Laboratório de Sismologia
Contrariando o senso comum, sabemos que o Brasil não está livre de terremotos. Em nosso país acontecem tremores todas as semanas e, apesar da imensa maioria não ser sentida pela população, ainda assim o estudo da sismicidade brasileira é de estrema importância.

O Laboratório de Sismologia do IEE integra o Centro de Sismologia da USP, cuja missão é monitorar a atividade sísmica em todo país, com localizações dos epicentros em tempo real. Conta com um sistema de detecção de terremotos de última geração, permitindo a análise e divulgação de dados relacionados aos terremotos mais significativos no mundo e no Brasil através de um website próprio e também por um aplicativo para celular.

Responsável: Bruno Collaço

DESEME
O Serviço Técnico de Desempenho e Segurança de Equipamentos e Materiais Elétricos verifica a operação e a segurança de produtos, instalações elétricas e equipamentos de segurança, além de equipamentos da área médica, de raios X e de diagnósticos por imagem. Desenvolve instrumentação e métodos de avaliação desses produtos.

Laboratório de Eficiência e Desempenho de Equipamentos Elétricos
. O que tem na tomada? – tensão senoidal – amplitude e frequência’
. Como funciona a bússola? – campos magnéticos;
. Como funciona o micro-ondas? – difusão e reflexão de ondas;
. Por que o sinal do celular fica fraco? – antenas e blindagem.

Responsável: Luiz Gustavo Fernandes

Laboratório de Equipamentos Radiológicos
Ensaio em equipamentos radiológicos para diagnóstico médico e calibração de sensores termoelétricos.

Responsáveis: Márcio Bottaro, Fernanda Cristina Salvador Soares e André Henrique Mamede

SVALPOT
O Serviço Técnico de Altas Potências avalia equipamentos e produtos em situações críticas, fomentando a confiabilidade e a segurança de pessoas e instalações. O Laboratório de Vestimentas, único no país, realiza os testes compulsórios de arco elétrico, para vestimentas de trabalhadores dos setores de energia e petroquímico.

Laboratório de Ensaios de Vestimentas
Ensaio de verificação de resistência ao arco elétrico

Responsáveis: Paulo Futoshi Obase, Thais Ohara de Carvalho e Ivan Bueno Raposo

SVTRIM
O Serviço Técnico de Metrologia realiza calibrações e verificações no parque de instrumentos de medição dos laboratórios e das pesquisas desenvolvidas no IEE e também atende empresas externas, oferecendo serviços de calibração em campo através do Laboratório Móvel.

Laboratório de Equipamentos de Medição
Será apresentada a calibração de transformadores

Responsáveis: Marcelo Fernandes Simão Silva e Claudiney Gonçalves Primo.

Laboratório de Alta Tensão
O Laboratório de Alta Tensão é pioneiro na avaliação de produtos frente as sobretensões. Desenvolve pesquisas para o aumento da confiabilidade e segurança de sistemas e equipamentos e também sobre descargas atmosféricas e seus efeitos.

Será apresentado o “Ensaio de Tensão Disruptiva em 60 Hz em Isolador”. Com ele verifica-se o limiar de suportabilidade de tensão em frequência industrial do isolador, fornecendo subsídios para estudos de aplicação e desempenho do equipamento.

Responsáveis: Cleber Rogério Fiori, Welson Bassi, Johny Ricardo Pessoa e Milton Zanotti Jr.

Laboratório de Fotometria
Inserido no Serviço Técnico de Sistemas de Iluminação, Condicionamento Ambiental e Desempenho Energético de Edificações (SICADEE), o Laboratório está capacitado para realizar ensaios normalizados, acreditados pelo INMETRO, em lâmpadas, leds, reatores, luminárias, semáforos, avaliação de sistemas de iluminação, sinalizadores marítimos, etc. Atua também na colaboração em pesquisas de graduação e pós-graduação e em comissões da ABNT para desenvolvimento e revisões de normas do setor de iluminação.

Responsável: Liliana de Ysasa Pozzo

Laboratório de Sistemas Fotovoltaicos - LSF
Com infraestrutura laboratorial que permite atuação em pesquisa, extensão universitária e ensino de graduação e pós-graduação; conta com sistemas híbridos de geração de eletricidade, sistemas fotovoltaicos para bombeamento de água, sistemas fotovoltaicos isolados e conectados à rede elétrica.

Desde 2014 possui uma central fotovoltaica de 500kW conectada à rede do Campus da USP. Essa usina solar gera energia renovável para a USP, sendo composta por sistemas fotovoltaicos instalados de três diferentes maneiras: na forma de estacionamento para veículos; sobre o terreno e sobre um prédio. A usina é utilizada para treinamento, qualificação de instaladores e avaliação de estratégias de gestão de energia.

Durante a visita serão apresentados a central fotovoltaica e os diversos sistemas energéticos que constituem a infraestrutura laboratorial do LSF.

Responsável: André Ricardo Mocelim

Série de Seis Seminários sobre o Antropoceno

Data: 
terça-feira, 17 Abril, 2018 - 15:00 até 17:00

SÉRIE DE SEIS SEMINÁRIOS SOBRE O ANTROPOCENO

com José Eli da Veiga, Professor Sênior do Instituto de Energia e Ambiente da USP

06, 13 e 20 março  e 03, 10 e 17 abril 2018
15h00 às 17h00
sala de reuniões do Conselho Deliberativo do IEE/USP - Av. Prof. Luciano Gualberto, 1.289, Cidade Universitária

Sobre a Série

A atual mudança climática é um fenômeno tão profundo e radical que levou Paul J. Crutzen (prêmio Nobel de Química em 1995 por descobertas atmosféricas), a propor o encerramento da longa Época que as geociências chamam de Holoceno. Isto é, os últimos 11.717 anos (com margem de erro de 99), ao longo dos quais ocorreu o processo civilizador. Desencadeado pelo advento de práticas agropecuárias que aos poucos foram viabilizando a minimização de sistemas de sobrevivência extrativistas, dependentes de coleta, caça e pesca. E que agora entra em etapa das mais enigmáticas, principalmente por causa da inteligência artificial.

Em 2000, num importante encontro científico em Cuernavaca, depois de ouvir repetidas menções de paleontólogos ao Holoceno, Crutzen balbuciou o termo Antropoceno em irritado repente. Rótulo já usado informalmente havia vinte anos pelo biólogo Engene F. Stoermer, e cuja compreensão tivera vários precursores, entre os quais o geoquímico russo Vladimir I. Vernadsky, que no início do século XX renovara a visão da biosfera.

Embora essa idéia de passagem do Holoceno ao Antropoceno ainda não esteja oficializada pela comunidade científica - o que só poderá ocorrer em 2020, no próximo congresso mundial de geologia - é fraquíssimo o argumento dos que a ela se opõem, por alegarem apenas que os registros estratigráficos disponíveis ainda não se tornaram suficientemente robustos.

Ao mesmo tempo, os argumentos favoráveis à proposta de Crutzen que proliferam em periódicos científicos nos últimos 17 anos são suficientemente heterogêneos para que mereçam atento escrutínio dos pesquisadores para os quais tem relevância o idela de "desenvolvimento sustentável" e esse resultante novo valor que é a "sustentabilidade".

A organização desta Série de Seis Seminários sobre o Antropoceno terá como ponto de partida e referência básica dois recentes textos:

VEIGA, José Eli (2017) "A primeira utopia do Antropoceno"(A&S) http://www.zeeli.pro.br/5122

VEIGA, José Eli (2018) "Antropoceno: resgatar o fio da meada" (título provisório) NB: texto ainda preliminar, cuja versão definitiva será enviada até 25 de fevereiro 2018 aos alunos cujas inscrições tiverem sido aceitas.

Esta Série de Seis Seminários exigirá público pequeno, em torno de 20 pessoas. Será voltado exclusivamente para alunos da pós-graduação, preferencialmente dos dois programas do IEE/USP - PROCAM e PPGE, sendo que vagas excedentes serão abertas a alunos de outros programas.

José Eli da Veiga é professor sênior do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP). Por trinta anos (1983-2012), foi docente do departamento de economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-USP), na qual obteve o título de professor titular em 1996. Tem 25 livros publicados, entre os quais: O Imbróglio do Clima | Ciência, política e economia (2014) e Gaia | De mito a ciência (2012), dos quais é organizador, e Sustentabilidade | A legitimação de um novo valor (2010), do qual é autor. É colunista do jornal Valor Econômico, da revista Página 22 e da Rádio USP. Saiba mais em http://www.zeeli.pro.br.

 

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