Rede GASBRAS

Em agosto de 2013 o Instituto de Energia e Ambiente foi escolhido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia para liderar a Rede de Pesquisa e Desenvolvimento em Gás Não Convencional do Brasil – GASBRAS. O IEE coordenou a elaboração de um projeto, com duração de 3 anos, para a criação da rede, objeto de encomenda vertical da Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP. Além do IEE-USP, este projeto conta com a participação de cinco Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, a saber:

1) Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Técnicas Analíticas Aplicadas à Exploração de Petróleo e Gás – INCT-PETROTEC (coordenador: Prof. Dr. Colombo Celso Gaeta Tassinari, USP; instituições participantes: USP, UFRGS, UFPA e UnB);

2) Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Geofísica do Petróleo – INCT-GP (coordenador: Prof. Dr. Milton José Porsani, UFBA; instituições participantes: UFBA, UFRN, UFPA, UNICAMP e UENF);

3) Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Energia e Ambiente – INCT E&A (coordenador: Prof. Dr. Jailson Bittencourt de Andrade, UFBA; instituições participantes: UFBA, UFPR, UFSC, SENAI/CIMATEC, UNICAMP, UEFS, UEL,  UESB, UESC, UNIT, UFMG, UFS, UFABC, UFRB, UFRJ e UFRGS);

4) Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Óleo e Gás – INOG (coordenador: Prof. Dr. René Rodrigues, UERJ; instituições participantes UERJ, PUC-RIO, UENF, UFF, ON; EMBRAPA e UFPE);

5) Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Recursos Minerais, Água e Biodiversidade - INCT-Acqua (coordenadora: Profa. Dra. Virgínia Sampaio Teixeira Ciminelli, UFMG; instituições participantes: UFMG, IIEGA, UFV, CDTN/CNEN, CEFET/MG, UFJF, UFSJ, UFCe, UFVJM e PEMM/SECTES-MG).

Integram também a proposta dois centros de pesquisa no país com experiência em desenvolvimento de grandes projetos na área de gás não convencional, o Laboratório de Análises de Carvão e Rochas Geradoras de Petróleo, do Instituto de Geociências, UFRGS (coordenador: Prof. Dr. Wolfgang Kalkreuth) e o Centro de Excelência em Pesquisa e Inovação em Petróleo, Recursos Minerais e Armazenamento de Carbono da PUCRS (Coordenadores: Prof. Dr. João Marcelo Medina Ketzer e Roberto Heeman).

São instituições participantes de todas as regiões do país, com pesquisadores altamente qualificados e que já desenvolvem pesquisas no tema do gás não convencional no Brasil. Além disso, contam com laboratórios de alta capacidade já instalados e com profissionais de comprovada competência e com reconhecimento internacional.

A proposta tem como objetivo central o estabelecimento de uma rede nacional de pesquisa para estudar a melhor forma para o desenvolvimento da indústria do gás não convencional no Brasil, a Rede de P&D em Gás não convencional no Brasil (GASBRAS). Ela abrange estudos nas diversas fases que envolvem o aproveitamento econômico de forma sustentável de gás não convencional, desde a avaliação das reservas disponíveis, passando pelas técnicas de exploração, produção e distribuição, do desenvolvimento de técnicas para a preservação ambiental e da formulação de políticas públicas, até a regulação e aspectos sociais. O foco principal de estudos da rede será o gás de folhelho (shale gas, ou folhelhos gasógenos) - erroneamente designado de "gás de xisto" no Brasil - mas serão avaliadas também as ocorrências de metano contido nas camadas de carvão (coalbed methane), incluindo os folhelhos carbonosos associados, e gás em reservatórios de baixa permoporosidade (tight gas), pelo fato dos três tipos de jazimento ocorrerem nas principais bacias interiores do Brasil, objeto do presente estudo.

O projeto contempla, portanto, uma fase inicial de avaliação, incluindo a realização de pelo menos uma sondagem por bacia a ser estudada para amostragens, e que culminará com a seleção de áreas para a execução de uma ou mais sondagens para experimentos pilotos de estimulação por fraturamento hidráulico, estas objeto de uma segunda fase do projeto, objeto de proposta ser apresentada futuramente. A realização das sondagens para experimentos pilotos de estimulação é essencial para a demonstração, com transparência e visibilidade, aos órgãos públicos, privados e do terceiro setor de todas as etapas envolvidas, compreendendo a geologia, geofísica, avaliação ambiental, tecnologia de produção e escoamento e regulação, para escrutínio por parte de todos os segmentos da sociedade. As sondagens para experimentos de estimulação comporão o corpo central da segunda fase do projeto.